sexta-feira, 19 de abril de 2013

Redução da maioridade penal? Reflita!


(Texto escrito originalmente em 15/04/13)

Jogar menores em uma cadeia com adultos já formados psicologicamente só vai ajudá-los a ficar ainda piores do que já são. Há que se ter uma politica governamental que realmente auxilie na ressocialização destas pessoas lá dentro e principalmente aqui fora.

Por que não obrigar a todos os que estão presos a aprender um ofício dentro da cadeia (com o salário revertido em ajuda às famílias e em melhorias dentro da própria cadeia)?

Porque não obrigá-los a estudar lá dentro? Isso não deveria ser opcional, deveria ser obrigatório, haja vista que a educação é a única forma de mudar as coisas.

Eis duas formas de punir. Força-los a fazer o que não quiseram ou não puderam aqui fora.

As coisas muitas vezes não são tão fáceis de resolver.
Quando se pensa em colocar um menor infrator numa cadeia comum se pensa apenas em mascarar o problema, tirar de perto de você e colocar onde ninguém possa ver.  Como esquecidos de uma sociedade hipócrita que finge não saber que um dia eles estarão de volta as ruas ainda piores.

Além disso, quanto mais se diminuir a maioridade penal, pessoas cada vez mais jovens serão cooptadas pelos crime. Nada muda! Hoje serão os de 16 anos, amanhã os de 12. E ai, faremos o que? Mataremos todos eles?

É preciso melhorar o sistema carcerário, as politicas públicas, a educação e a forma de lidar com os menores infratores e com os criminosos de forma geral.

Se livrar temporariamente do problema é que não resolve em nada a situação.

A dor e a delícia de ser como é

(Texto escrito originalmente em 07/04/13)

O assunto homofobia me indigna tanto porque eu acho um absurdo alguém se achar no direito de usar de violência física, verbal e intelectual contra alguém ou de negar seus direitos, simplesmente pelo fato do outro ser como é.


Ninguém escolhe ser gay. Isso é CONDIÇÃO!
Sentir sua pele arrepiar, seu coração disparar, seus olhos brilharem e seu desejo despertar não é ensinado por ninguém, você sente isso por essa ou aquela pessoa e ponto. É tão simples!

Além disso, será q sofrer preconceito, apanhar na rua, ver gente olhando de rabo de olho e ser rejeitado pela família é a uma moda que alguém queira seguir?
Não! Definitivamente não acredito que isso seja uma simples escolha deles.

Eu não escolhi gostar de homens, eu simplesmente gosto.

Aliás, respeito e não me sinto no direito de questionar o modo de ser de ninguém, pois cada um é como é e eu só posso desejar que todos sejam felizes como eu também quero ser.
Se é ficando, namorando, casando ou seja lá como for, que seja! É um DIREITO de cada um poder viver do jeito que achar melhor.

Assim como o mundo evoluiu com relação aos direitos das mulheres, aos direitos dos negros, a legalização do divórcio e a volta democracia, espero que meus amigos e tantas outras pessoas possam nascer, crescer, casar e criar outros seres humanos de forma livre e normal.

Ahhh e para quem anda questionando o porquê de tanto estardalhaço em cima das declarações absurdas do tal Feliciano, só posso pedir que faça o exercício de imaginar que alguém que está numa comissão de DIREITOS HUMANOS se pronunciasse contra o SEU MODO DE SER, influenciando pessoas contra o seu modo de levar sua vida, dizendo que você é menor que as outras pessoas e proclamando que VOCÊ não é obra de Deus. Como você se sentiria?

Se colocar no lugar do outro é um exercício difícil, mas esclarecedor.

Pra terminar, só posso dizer que amo meus amigos gays assim como amo qualquer condição que venha de qualquer amigo. Respeito e empatia, simples assim!

A síndrome dos 20 e tantos


(Texto escrito originalmente em 03/03/13)


Daí você está com 20 e poucos anos e então começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos e que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc. E cada vez desfruta mais dessa Cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’, às vezes até lhe incomodam.

... Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas. Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor. Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto e te achou o maior infantil, pôde lhe fazer tanto mal. Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar, e isso assusta!

Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado e significa muito dinheiro para seu pequeno salário. Olha para o seu trabalho e, talvez, não esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.

Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que não quer. Suas opiniões se tornam mais fortes. Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é. Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso.

De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando. Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você. E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.

O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse texto nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes. Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça…

Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos… Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro. Parece que foi ontem que tínhamos 16…

Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?"

(Autor Desconhecido)
 
"Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo..."

 
E Salve Caetano!

O Big Brother e a hipocrisia social


(Texto escrito originalmente em 26/01/13)

As redes sociais estão cheias de pessoas arrotando arrogância e se colocando como intelectualmente superiores porque não dão ibope para reality shows, o problema é que estas mesmas pessoas são aquelas que quando o pau tá quebrando na casa do vizinho abaixam o volume da tevê só pra ficar sabendo dos bafos ou ficam desfilando com um volume de Cinquenta Tons de Cinza e acham que fazem parte da minoria que lê de verdade nesse país.
Ai gente, desculpa, mas vamos parar de cagar regra!?

Aos queridos que vivem falando mal do Big Brother, mas que estão sempre por dentro de tudo o que acontece no programa, eu só posso dizer que sinto muito que vocês não tenham a coragem de assumir que gostam sim de espiar a vida alheia, coisa que aliás não conheço ninguém que não faça.
Facebook taí e não me deixa mentir.

Reafirmo aqui: GOSTO DE BIG BROTHER! Sempre gostei.
E gosto porque além de me entreter deliciosamente, o programa me traz reflexões a respeito de como as pessoas se comportam quando pressionadas, sabendo que estão sendo vigiadas, ávidas por aceitação e loucas por mudanças de vida - sejam elas proporcionadas pelo dinheiro ou pela fama.
Sem falar sobre as noções sobre manipulação de massa e o poder da imagem.

Aliás, isso não te lembra um pouco como muita gente se comporta no trabalho? Ou será que aquela pessoa certinha, cheia de pontos positivos e que acata tudo de quem é o dono do poder é a mesma aqui fora, na vida real-social?

Ah... É possível fazer tantas analogias com esse programa.

Enfim, pra você que fala que o famoso BBB é um lixo televisivo, eu afirmo que talvez seja a hora de observar as coisas sobre outra ótica e ver que as relações e as reações das PESSOAS são muito mais complexas do que você talvez possa supor e que nem sempre a gente age da mesma forma em todas as situações, afinal hora se é mais ponderado (normalmente quando nos convém), hora se perde a linha e a vida envereda por caminhos não planejados.

Julgue se puder!

E não, assistir o BBB não impede de ler bons livros, ver bons filmes ou de assistir documentários na Discovery.

Um brinde a democracia!

Um Conto de Fadas Contemporâneo


(Texto escrito originalmente em 24/11/12)

Meu ponto de vista sobre a trilogia de E. L. James.

50 tons de cinza
Intrigante, envolvente, desafiador e cheio de nunces conflitantes.
Nos leva a questionar novas possibilidades de prazer. Apimentado!
 
50 tons mais escuros
Mais profundo, com mais história e desenvolvimento dos personagens. Responde muitas questões.
Descobre-se que por trás daquela fortaleza de homem existe uma criatura frágil e cheia de inseguranças. Um ser humano, afinal!
 
50 tons de liberdade
Romântico demais, meloso, repetitivo e com algumas poucas passagens de ação.
O tom do personagem mais intrigante da trama, passa do ponto e a sensação de sufocamento é incômoda. Em alguns momentos você se exaspera com tanto autoritarismo e o que era sedutor passa a ser motivo de irritação.
Chega a ser chato o tanto pequenas brigas que acabam mal resolvidas com sexo.
 
Balanço final:

O bom e velho romance repaginado com pitadas de sadomasoquismo e conflitos psicológicos.
Uma leitura gostosa, que instiga a curiosidade e que apenas no final perde um pouco do brilho por conta dos vícios de linguagem da autora e dos excessos do tão querido 50 tons.

Iniciativa e Acabativa


(Texto escrito originalmente em 05/09/11)

Isto é um teste de personalidade que poderá alterar a sua vida. Portanto, preste muita atenção. 

Iniciativa é a capacidade que todos nós temos de criar, iniciar projetos e conceber novas idéias. 

Algumas pessoas têm muita iniciativa e outras têm pouca. 

Acabativa, é um neologismo que significa a capacidade que algumas pessoas possuem de terminar aquilo que iniciaram ou concluir o que outros começaram. É a capacidade de colocar em prática uma ideia e levá-la até o fim. 

Os seres humanos podem ser divididos em três grupos, dependendo do grau de iniciativa e acabativa de cada um: os empreendedores, os iniciativos e os acabativos - sem contar os burocratas.

* Empreendedores são aqueles que têm iniciativa e acabativa. Um seleto grupo que não se contenta em ficar na idéia e vai a campo implantá-la.

* Iniciativos são criativos, têm mil idéias, mas abominam a rotina necessária para colocá-las em prática. São filósofos, cientistas, professores, intelectuais e a maioria dos economistas. São famosas as histórias de economistas que nunca assinaram uma promissória. Acabativa é o ponto fraco desse grupo.

* Acabativos são aqueles que gostam de implantar projetos. Sua atenção vai mais para o detalhe do que para a teoria. Não se preocupam com o imenso tédio da repetição do dia-a-dia e não desanimam com as inúmeras frustrações da implantação. Nesse grupo está a maioria dos executivos, empresários, administradores e engenheiros.

Essa singela classificação explica muitas das contradições do mundo moderno.

Empresários descobrem rapidamente que ficar implantando suas próprias idéias é coisa de empreendedor egoísta. Limita o crescimento. Existem mais pessoas com excelentes idéias do que pessoas capazes de implantá-las. É por isso que empresários ficam ricos e intelectuais, professores - entre os quais me incluo - morrem pobres.

Se Bill Gates tivesse se restringido a implantar suas próprias idéias teria parado no Visual Basic. Ele fez fortuna porque foi hábil em implantar as idéias dos outros -dizem as más línguas que até copiou algumas.

Essa classificação explica porque intelectual normalmente odeia empresário, e vice-versa. Há uma enorme injustiça na medida em que os lucros fluem para quem implantou uma idéia, e não para quem a teve. Uma idéia somente no papel é letra morta, inútil para a sociedade como um todo. 

Um dos problemas do Brasil é justamente a eterna predominância, em cargos de ministérios, de professores brilhantes e com iniciativa, mas com pouca ou nenhuma acabativa. Para o Brasil começar a dar certo, precisamos procurar valorizar mais os brasileiros com a capacidade de implantar nossas idéias. Tendemos a encarar o acabativo, o administrador, o executivo, o empresário como sendo parte do problema, quando na realidade eles são parte da solução.

Iniciativo almeja ser famoso, acabativo quer ser útil.

Mas a verdade é que a maioria dos intelectuais e iniciativos não tem o estômago para devotar uma vida inteira para fazer dia após dia, digamos bicicletas. O iniciativo vive mudando, testando, procurando coisas novas, e acaba tendo uma vida muito mais rica, mesmo que seja menos rentável. 

Por isso, a esquerda intelectual e a direita neoliberal conviverão as turras, quando deveriam unir-se. 

Se você tem iniciativa mas não tem acabativa, faça correndo um curso de administração ou tenha como sócio um acabativo. Há um ditado chinês, "Quem sabe e não faz, no fundo, não sabe" - muito apropriado para os dias de hoje.

Se você tem acabativa mas não tem iniciativa, faça um curso de criatividade, estude um pouco de teoria. Empresário que se vangloria de nunca ter estudado não serve de modelo. No fundo, a esquerda precisa da acabativa da direita, e a direita precisa das iniciativas da esquerda. Finalmente, se você não tem iniciativa nem tampouco acabativa, só podemos lhe dizer uma coisa: meus pêsames.

Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br) 

(Editora Abril, Revista Veja, edição 1572, ano 31, nº 45, 11 de novembro de 1998, página 22)

A mexicanização da namoradinha do Brasil


(Texto escrito originalmente em 06/08/11)

Há tempos tenho observado o modo histérico com que algumas mulheres são retratadas em nossa teledramaturgia, contudo de algumas novelas para cá a incidência desse tipo de personagem vem se tornando tão frequente que chego me irritar com a quantidade de ilustres desequilibradas, ansiosas e impulsivas.


No momento, o que mais me intriga é por que cargas d´água a Regina Duarte precisa tanto fazer caras, bocas, gestos e trejeitos? Será que já não basta o ridículo torcicolo que a faz pender a cabeça toda vez que algo não vai bem com a personagem que está interpretando?


Nossa! É impossível assistir à novela "O Astro" sem se irritar com a maneira charlatanesca com a Regina vem conduzindo sua personagem. 

É um tal de fechar os olhos e fazer aquela cara de louca quando está com raiva, torcer o pescoço para parecer magoadinha, ou ainda andar se esgueirando feito uma cobra para mostrar superioridade sobre outros personagens. 

Isso faz parte mesmo da interpretação?

O que me parece é que há várias novelas vejo sempre a mesma personagem, com apenas nomes trocados.

Cadê aquele talento de só pelo olhar mostrar todo ódio que sente ou ainda mostrar irritação e descontrole sem fazer biquinho ou encher as bochechas de ar?


Fico aqui pensando, será que antigamente o nível de atuação memorável era esse ou hoje nós é que estamos acostumados com uma padrão onde as sutilezas são mais apreciadas do que a enorme falta de delicadeza da tal namoradinha do Brasil?


Parece atriz de novela mexicana, com aqueles dramas enormes e suas "canastrices" peculiares.


Talvez uma solução viável para a intérprete de Clô Hayalla seja viver uma grande e inescrupulosa vilã em outro folhetim. Com direito a dureza de postura e menos melodramas "Helenísticos".