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sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Big Brother e a hipocrisia social


(Texto escrito originalmente em 26/01/13)

As redes sociais estão cheias de pessoas arrotando arrogância e se colocando como intelectualmente superiores porque não dão ibope para reality shows, o problema é que estas mesmas pessoas são aquelas que quando o pau tá quebrando na casa do vizinho abaixam o volume da tevê só pra ficar sabendo dos bafos ou ficam desfilando com um volume de Cinquenta Tons de Cinza e acham que fazem parte da minoria que lê de verdade nesse país.
Ai gente, desculpa, mas vamos parar de cagar regra!?

Aos queridos que vivem falando mal do Big Brother, mas que estão sempre por dentro de tudo o que acontece no programa, eu só posso dizer que sinto muito que vocês não tenham a coragem de assumir que gostam sim de espiar a vida alheia, coisa que aliás não conheço ninguém que não faça.
Facebook taí e não me deixa mentir.

Reafirmo aqui: GOSTO DE BIG BROTHER! Sempre gostei.
E gosto porque além de me entreter deliciosamente, o programa me traz reflexões a respeito de como as pessoas se comportam quando pressionadas, sabendo que estão sendo vigiadas, ávidas por aceitação e loucas por mudanças de vida - sejam elas proporcionadas pelo dinheiro ou pela fama.
Sem falar sobre as noções sobre manipulação de massa e o poder da imagem.

Aliás, isso não te lembra um pouco como muita gente se comporta no trabalho? Ou será que aquela pessoa certinha, cheia de pontos positivos e que acata tudo de quem é o dono do poder é a mesma aqui fora, na vida real-social?

Ah... É possível fazer tantas analogias com esse programa.

Enfim, pra você que fala que o famoso BBB é um lixo televisivo, eu afirmo que talvez seja a hora de observar as coisas sobre outra ótica e ver que as relações e as reações das PESSOAS são muito mais complexas do que você talvez possa supor e que nem sempre a gente age da mesma forma em todas as situações, afinal hora se é mais ponderado (normalmente quando nos convém), hora se perde a linha e a vida envereda por caminhos não planejados.

Julgue se puder!

E não, assistir o BBB não impede de ler bons livros, ver bons filmes ou de assistir documentários na Discovery.

Um brinde a democracia!

Aprendendo a jogar


(Texto escrito originalmente em 27/03/11)

Pela primeira vez em uma final de BBB me sinto dividida.

São os meus campeões: A doçura inconsequente de Daniel, a falta de pudor de Maria e a educação de Wesley.



Tentando explicar, posso dizer que minha torcida se divide por:



Daniel
Meu veneno antimonotonia durante as madrugadas de festas, com seus porres homéricos, suas trapalhadas desastradas, seu despojamento em se jogar nas situações, por me fazer rir de suas tiradas cheias de time e pitadas de humor negro, por seu poder de observação e por representar exatamente o mínimo que se espera de um reality show como o BBB, o entretenimento, a diversão.



Maria
Foi a grande protagonista do show, mostrando suas fragilidades, esfregando na cara de todos o quanto o ser humano pode ser passional, desequilibrado e sem noção quando se apaixona. 
Perdendo a linha e o respeito a si própria e com isso me deixando louca da vida - talvez por perceber que muitas vezes já fiz burradas e me humilhei por uma paixão que não merecia uma lágrima sequer dos meus olhos - para em seguida me matar de orgulho e ser forte quando, mesmo bêbada, enxergava o jogo feio que seu pseudo amor estava fazendo. 
E então, quando eu achava que tudo estava se acertando, lá vinha ela me fazer odiá-la por ficar pedindo e ouvindo mil opiniões e segundos depois ir lá e fazer tudinho o que tinham dito para ela NÃO fazer. 
Maria, é o retrato das noites em que bêbadas ligamos para nossa paixão por absolutamente nada, apenas para ouvir aquela voz e para, mais uma vez, ser rejeitada em plena madrugada.



Wesley
Ah Wesley... O mocinho educado, gentil, de bom papo, que dá carinho, que ri das nossas maiores tolices, que acha bonitinho quando ficamos bravas, que se preocupa com nossas imensas ressacas e cuida... Cuida sem julgar, sem dar sermão, sem ser o controlador de nossos passos, sem manipular nossos desejos e nem regular nossas mini-saias. 
Ai Wesley... Você conseguiu representar muito bem o papel do príncipe encantado. Sim, aquele príncipe encantado que mesmo sabendo de um possível passado negro de sua amada, aceita, acolhe e a faz assim, feminina, protegida e especial.



Agora eu me pergunto: COMO ASSIM, BIAL? 



Acho que preciso aprender a jogar, a torcer, a amar...