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terça-feira, 14 de maio de 2013

Bolsa crack: Diga NÃO a ignorância social!


Todo mundo sabe que a dependência química é questão de saúde pública e que não tratar o problema só vai aumentar ainda mais os índices de criminalidade, o número de doentes físicos e mentais, a taxa de natalidade e toda sorte de problemas que esse tipo de doença traz.

Para tentar começar a combater os males trazidos pela dependência, foram criados centros de internação compulsória para abrigar e tratar pessoas atingidas pelo vício.

Além disso, agora o governo do Estado de São Paulo está em processo de implantação do Projeto Recomeço, que erroneamente vem sendo chamado pela imprensa de bolsa crack. 

Na verdade, este trabalho nada mais é do que uma forma do Estado assegurar que paciente 
que quiser se livrar da droga possa contar também com a ajuda da rede privada, se a pública não puder atendê-lo.


O valor pago neste convênio com as instituições privadas - devidamente credenciadas - será de R$ 1350,00 e nem os dependentes, nem sua família terão acesso a qualquer parte deste dinheiro.

O cartão enviado a família servirá apenas como uma maneira simples de atestar que seu familiar está em tratamento em determinada unidade.

Portanto, falar em "Bolsa Crack", além de uma MENTIRA, é um desserviço a uma população já tão carente de informação.

A pergunta que fica é: E se fosse seu filho?

Cidadão de respeito


Você sabe o que significa viver em um ESTADO LAICO?

Pois bem, viver em um Estado laico significa viver em um país ou nação que defende a liberdade religiosa a todos os seus cidadãos e não permite a interferência de correntes religiosas em matérias sociopolíticas e culturais.

Dito isto, podemos concluir que vivemos em um país onde você tem o DIREITO de ser católico, espírita, evangélico, muçulmano, etc.
Porém, também quer dizer que você tem o DEVER de respeitar a linha que divide a religião das questões sociais. Isto é, você não deve usar a sua crença para justificar seu desacordo com inúmeras questões que não dizem respeito ao seu modo de vida.

É CONTRA O ABORTO?
NÃO ABORTE!

É CONTRA O CASAMENTO GAY?
NÃO CASE COM ALGUÉM DO MESMO SEXO!

É CONTRA O SEXO ANTES DO CASAMENTO?
NÃO TRANSE!

É CONTRA A CAMISINHA E OUTROS MEIOS CONTRACEPTIVOS?
NÃO USE!

Enfim, se você tem o DIREITO de viver e acreditar no que achar melhor, por que outra pessoa não pode fazer o mesmo?

sexta-feira, 19 de abril de 2013

O sublime direito a diferença


(Texto escrito originalmente em 03/04/11)

Inicio este texto com dois trechos da matéria "Preconceito - o meu, o seu, o nosso", publicada neste mês na revista Claudia.

"Sim, eu tenho preconceitos. E você também.
É difícil aceitar que somos politicamente incorretos e que em algum nível há uma intolerância gratuita que insistimos em cultivar. "Não há ninguém sem preconceitos, e a pior armadilha é imaginar que você não tem", diz o filósofo Mario Sergio Cortella. Na visão dele, agimos mal toda vez que rejeitamos uma ideia apressadamente ou aderimos a ela sem antes conhecê-la de fato.
Duas grandes força estão por trás disso: a fragilidade de raciocínio e a arrogância tola, que não compreende a diversidade humana."

"Cortella acredita ainda que, a vida é feita de escolhas e assim, sempre haverá julgamento. " MAS, O JULGAMENTO PRECISA SER EMBASADO EM CRÍTICA. OLHAR O OUTRO BASEADO NO ESTERIÓTIPO REVELA COMODISMO, PREGUIÇA DE PENSAR E IMPEDE QUE SEJAMOS SURPREENDIDOS PELAS VANTAGENS DA DIFERENÇA."


Depois de ler a matéria fiquei pensando sobre o tema e concluí que o que me surpreende é que muitas pessoas não percebem que mascarar ou camuflar o preconceito é completamente diferente de inibir a exposição do que há de pior em nós, A INTOLERÂNCIA A DIFERENÇA.

Por isso, muitos dos que defendem a exposição agressiva do seu modo de pensar dizem que aqueles que tentam manter o bom senso e renegam seus piores instintos, são hipócritas. Porém, estes mesmos se esquecem que todos temos o dever de utilizar a prudência ao expor nossos sentimentos e que os que consideramos diferentes são seres humanos e que como tal merecemos respeito e direito a dignidade.

Além disso, é interessante perceber que ao falar sobre preconceito sejamos remetidos, quase que imediatamente, a homofobia ou ao preconceito racial. O que faz com que as discussões sejam rasas e altamente ligadas a crenças antigas, a religiões e ao senso comum onde as "leis" da sociedade se sobressaem ao direito individual de cada cidadão.

O importante em toda essa reflexão é entender que ninguém gosta de ser discriminado, rebaixado e menosprezado pelo outro, por ser MULHER, GORDO, MAGRO, CATÓLICO, ESPÍRITA, EVANGÉLICO, MUÇULMANO, HOMOSSEXUAL, JUDEU, DOENTE MENTAL, FEIO, BONITO, ÍNDIO, ANALFABETO, MORADOR DE FAVELA OU CIDADÃO DO TERCEIRO MUNDO.

Falando nisso, em qual dessas minorias você se encaixa?

O preço da sedução


(Texto escrito originalmente em 05/03/11)

Bruna Surfistinha é daqueles filmes em que vc vai assistir desacreditando da qualidade e sai pensando em quanto o pré-conceito foi descabido e o filme surpreendente.

A interpretação de Deborah Secco me transmitiu inicialmente, aquele olhar amedrontado e curioso de menina da Raquel, depois a mudança para o ar desafiador de quem sabe o que quer, passando pela inércia do fundo do poço nas drogas e o brilho da esperança e coragem do recomeço.

Gostei muito do que vi! Uma história densa, intrigante, intensa, que seduz, faz pensar e questionar as escolhas de cada pessoa e o preço que se paga pelas situações que vivemos, pelas situações em que nos colocamos e quais as perdas e ganhos do que a gente se dispõe a fazer para mudar e "ser" livre.

O filme me chocou em alguns momentos, mas na maioria do tempo percebi o quanto há de força, inteligência e personalidade naquela mulher.
O quanto a vontade de SER a faz determinada em transformar suas inseguranças em garra e acreditar que consegue. Mesmo nos momentos mais dolorosos, como quando arrasada pelas drogas vê sua vida ruir, seu status despencar e mesmo assim decide continuar e reconstruir tudo para, mais uma vez, mudar de vida.

Não! Eu não faço apologia a trajetória de vida da Raquel, mas sim a capacidade dela em perceber que a gente sempre pode recomeçar.

Ahhh! Contém cenas fortes de sexo, mas que em nenhum momento constrangem por serem APENAS cenas de sexo, mas sim pela ideia de se imaginar na situação onde muitas coisas, dentre elas o dinheiro, se sobressaem aos desejos de Raquel, a pessoa.

RECOMENDO! O filme e o desprendimento de assistir sem preconceitos.