sexta-feira, 19 de abril de 2013

Barack Obama: O rosto de futuro


(Texto escrito originalmente em 04/11/08)

Belíssima, emocionante e histórica a vitória daquele que poderá mudar o destino de todo o planeta, Barack Obama.

Foram inúmeras as ironias desta noite, dentre elas:

* Um país reconhecidamente racista eleger um presidente negro, unindo-se num propósito de mudança, sem se render a preconceitos de cor, credo ou ideológicos.

* Um sujeito com os dois sobrenomes relacionados a grandes inimigos americanos (Saddan Hussein e Osama Bin Laden) conseguir chegar à disputa e se eleger de forma tão eloquente.

* A esposa e a filha mais velha vestidas de vermelho no primeiro discurso de Obama, justamente a cor do maior opositor do presidente eleito, o partido republicano.

* A vitória de um homem relativamente jovem e com uma história política curta e - até o momento - extremamente voltada para os interesses do povo e das minorias.

Foi muito bonito ver a emoção estampada nos olhos de Obama, sua gratidão aos que fazem parte de sua história, aos que fizeram desta a maior campanha eleitoral já executada em todo o planeta e principalmente a declaração de amor aos EUA e ao povo americano.

PATRIOTISMO
O comparecimento maciço dos eleitores para a votação e o choro do reverendo Jesse Jackson e dos muitos americanos presentes em Chicago, durante o discurso de Obama, foi uma incrível demonstração de respeito, preocupação, luta e esperança.

Muitos de nós falamos mal dos EUA e de sua gente, mas uma coisa ninguém pode negar: Os norte americanos AMAM seu país e lutam para que possam ser sempre uma nação forte, equilibrada e vitoriosa.

Foi uma lição de cidadania, respeito e dedicação!

MUDANÇA ??? YES, WE CAN!

A robotização do proletariado simbolizando o Capitalismo.


(Texto escrito originalmente em 26/10/08)

Logo início do filme “Tempos Modernos”, visualizamos um grande número de pessoas andando num mesmo sentido e podemos observar a utilização da grande massa como meio maior de propagação do capitalismo, indicando que havendo uma robotização do modo como as pessoas enxergam os processos em que vivem se torna mais fácil à execução de estratégias sociais e econômicas, por parte da burguesia, gerando assim a alienação em que as sociedades modernas estão acostumadas a viver.

A alienação profissional a que o personagem de Chaplin é submetido nos revela o quanto somos cobrados pela unidade e produtividade, ao passo que a classe patronal, muitas vezes, se diverte enquanto observa se os resultados esperados estão sendo cumpridos e onde mais é possível “enxugar” para poder produzir e gerar mais e mais resultados, colocando seus interesses em primeiro plano, em detrimento do bem estar social.
Aliada a isso, a falsa idéia de liberdade e controle que temos sobre nossas escolhas, nos faz ter a impressão de igualdade entre todos, o que na verdade não passa de mera ilusão, visto que não podemos nos apropriar da riqueza que produzimos, nem de opinar sobre nossas condições de trabalho (vide horários, funções e formas de produção) e muito menos de obter os valores de uso à que tanto lutamos para obter.

A questão central do filme mostra-se justamente na idéia de que o proletariado é usado como se fosse parte de uma máquina, onde sequer tem o direito de pensar sobre o que está fazendo e para onde vai aquilo que produz, sendo que a exploração de sua força de trabalho lhe faz praticamente parte da máquina que opera, chegando mesmo a exaustão.
Toda essa automatização faz com que o homem perca a noção de vida real, colocando sua integridade física e psíquica em risco, enquanto o proprietário da indústria não lhe dá nem o direito ao descanso, considerando que isso causa prejuízos e é perda de tempo, inclusive tentando utilizar-se de tecnologias cada vez mais avançadas para manter seus funcionários ocupados, mesmo enquanto comem.

A produção em grande escala e a utilização da mão de obra se torna tão mecânica que o funcionário passa a produzir e repetir os processos de forma ininterrupta, causando um estresse mental a ponto de ser enviado a um sanatório.
Quando se recupera, ele tentar voltar ao antigo emprego e verifica que este não existe mais, sentindo-se perdido, ele vaga pelas ruas e em meio a uma manifestação acaba sendo confundido como líder grevista, o que foi prontamente classificado como um avilte à burguesia e prontamente rejeitado, e vai preso.

Essa forma brutal e compulsiva de não permitir que as pessoas tenham direito a escolhas ou que achem que tem, produz alguns dos efeitos que vemos todos os dias em mais e mais lugares... desemprego, fome, miséria e loucura.
Àqueles que se rebelam e tentam fugir dessa padronização, restam a marginalidade, a exclusão e/ou a mais completa solidão.